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RESULTADO DA SEGUNDA EDIÇÃO

O prêmio foi para Sumario de plantas oficiosas de Efrén Giraldo, aqui a decisão do júri:

Desde o começo de 2020, a partir do decreto de estado de emergência pela covid-19, uma série de relatos foi escrita para tentar dar conta do horror causado pelo vírus, pela experiência do vírus. Muitos deles foram relatos extremamente realistas, ainda que necessários, na descrição do horror. Outros seguiram pelo caminho oposto: nesses últimos anos, houve o retorno das distopias, que aproximaram o vírus da situação política mundial dada a nova ascensão do fascismo. Mas este não é o caso de Sumario de plantas oficiosas, o vencedor do prêmio de não ficção Latinoamérica Independiente de 2022. Trata-se de uma obra que nos leva a refletir sobre o horror da pandemia de uma forma diferente. Vejam só: o livro nos coloca em meio a uma espécie de jardim pessoal, fazendo lembrar a Bíblia, a qual afirma que foi num jardim que começou nossa história e nossa perdição e propondo um jogo pelos perigos e caminhos dos jardins. A obra nos leva a pensar ainda em nomes como Emily Dickinson, a grande autora que, do seu isolamento, armou uma das obras poéticas mais poderosas.

O ensaísta Efrén Giraldo, convida você a desfrutar do seu pensamento crítico num panorama vegetativo bem sucedido que vai do centro da terra à superfície dela, como uma vinha que nos liga e nos transforma. O texto — que às vezes comove de modo inusitado— nos remete a um Éden que testemunha desde a sobrevivência invasora das árvores que ainda florescem em Hiroshima 75 anos após a explosão da bomba, até as colônias de flora vegetal e raízes submersas que retornaram às ruas na natureza, enquanto o isolamento causado pela covid mantinha o homo sapiens confinado.

É uma alegria ter contato num concurso com uma obra tão atual e tão original como o Sumario de plantas oficiosas, que termina como se tudo tivesse germinado outra vez.

Efrén Giraldo

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Juradas y jurados

Josefina Licitra

Josefina Licitra é uma jornalista e escritora argentina. Publicou os livros 38 Estrellas. La mayor fuga de una cárcel de mujeres de la historia (2018, Seix Barral / Bordes, indicado pelo NY Times como um dos dez melhores livros de não ficção de 2019); El Agua Mala. Crónica de Epecuén y las casas hundidas (2013, Aguilar); os Otros. Una historia del conurbano bonaerense (2011, Debate) e Los Imprudentes. Historias de la adolescencia gay lésbica en Argentina (2009, Tusquets). Ela escreve longas-metragens e séries de TV. Além disso, edita a revista narrativa Orsai, dirigida por Hernán Casciari. Em 2004, sua crônica "Pollita en Fuga" - sobre um sequestrador de quinze anos - recebeu o prêmio de melhor texto concedido pela Fundação para um Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI), então presidida por Gabriel García Márquez.


Schneider Carpeggiani

Schneider Carpeggiani

Schneider Carpeggiani - Jornalista e crítico literário. É doutor em teoria literária pela UFPE e foi curador de eventos como a Bienal do Livro de Pernambuco e o Festival de Literatura do Recife - A Letra e a Voz. Atualmente é editor do Suplemento Pernambuco e coordena o Selo Suplemento Pernambuco.


Yolanda Arroyo Pizarro

Yolanda Arroyo Pizarro (pronomes ele/ela), porto-riquenha, ativista afro comprometida com comunidades vulneráveis. Publicou os livros "Caparazones" (2010), "Violeta" (2014) e "TRANScaribeñx" (2017) com a Editora Egales de Espanha. Questões de identidade afro, migração e diversidade de gênero, entre outros, são temas centrais de seu trabalho.

Os seus prêmios incluem: Escritora de Bogotá39, Premio PEN International, Premio Nacional del Instituto de Literatura, Premio del Instituto de Cultura Puertorriqueña, entre outros. É escritora residente na EDP University em San Juan Puerto Rico e dirige o projeto anti-racista, afro-feminista e descolonial da universidade, intitulado Cátedra de Mujeres Negras Ancestrales. Publicou os livros "Pelo Bueno" e "Mejorar la raza" com a editora EDPUniversity. Desenvolveu as campanhas #SalasdeLecturaAntirracista, #Prietagonistas y #EnnegreceTuProntuario.